Qual é a forma mais barata de carregar um veículo elétrico?
Descubra a forma mais barata de carregar um carro elétrico: solar, horário fora de ponta e dicas práticas para economizar no dia a dia e em viagens.



21 de jan. de 2026
Carregar um veículo elétrico (VE) quase sempre sai mais barato do que abastecer um carro a gasolina para rodar a mesma distância. Só que existe um detalhe que pega muitos novos proprietários de surpresa: o custo por recarga pode variar muito dependendo de onde, quando e como você carrega.
Em cenários bem favoráveis, como carregar em casa aproveitando energia solar (principalmente quando você usa o excedente que seria injetado na rede por um valor baixo), o custo por kWh pode ficar extremamente baixo. Já em viagens longas, quando a prioridade é velocidade, carregar em estações públicas rápidas e ultrarrápidas tende a ser a opção mais cara.
A boa notícia é que, com um pouco de planejamento, dá para ficar com o melhor dos dois mundos: economizar no dia a dia e manter a flexibilidade para viagens.
Entendendo o básico: kW, kWh e o que isso muda no seu bolso
Pense no carregamento do VE como carregar um celular, só que em outra escala.
kW (quilowatt) é a “velocidade” de carregamento, ou seja, quanta potência está entrando no carro.
kWh (quilowatt-hora) é a “capacidade” e também a unidade que normalmente aparece na sua conta de energia e nas tarifas de carregadores.
Um jeito simples de estimar custo:
Custo da recarga (aprox.) = energia carregada (kWh) x tarifa (R$/kWh ou US$/kWh)
E um jeito simples de estimar custo por km:
Se o carro consome em média 18 kWh a cada 100 km, então:
Custo por 100 km = 18 x tarifa por kWh
Custo por km = (18 x tarifa) / 100
Na prática, esse consumo muda conforme velocidade, ar-condicionado, pneus, temperatura, relevo e seu estilo de direção, mas como referência ajuda muito.
Os 3 níveis principais de carregamento e quando usar cada um:
Nível 1: baixa potência (aprox. 1,4 a 2,4 kW)
São carregadores portáteis de baixa velocidade ligados em tomada comum. Em geral:
Indicados para recarga noturna ou emergências.
Autonomia ganha por hora: algo como 10 a 15 km (varia bastante por carro e instalação).
Vantagem: praticidade e acessibilidade. Limitação: demora mais.
Nível 2: média potência (aprox. 7 a 22 kW)
Aqui entram os wallboxes residenciais e muitos carregadores em hotéis, estacionamentos e shoppings (AC).
Autonomia por hora: pode ficar na faixa de 40 a 120 km, dependendo do carro e da potência disponível.
É o “padrão ideal” para quem quer carregar em casa com conforto e previsibilidade.
Normalmente exige instalação dedicada, disjuntor, cabos adequados e projeto elétrico correto.
Nível 3: rápido e ultrarrápido (aprox. 25 a 350 kW)
São os carregadores DC de rodovia e corredores de viagem.
Autonomia por hora: pode ser muito alta, ótima para viagens.
Em geral, é o mais caro, porque você está pagando por conveniência e velocidade.
Também é comum existir cobrança por kWh ou por tempo, além de taxas de ociosidade se o carro ficar plugado depois de finalizar.
A forma mais barata costuma ser carregar em casa
Se você tem vaga própria e consegue instalar uma solução de carregamento, carregar em casa quase sempre é o melhor custo-benefício, porque você consegue escolher:
Horários mais baratos (tarifas fora de ponta, planos por horário de consumo, etc.)
Energia solar, quando disponível
Rotina de recarga inteligente, sem depender de infraestrutura pública
Carregar com energia solar: quando fica “quase de graça”
Se você tem geração fotovoltaica, faz sentido carregar durante o período de maior produção (normalmente no meio do dia). Em muitos casos, usar a energia em casa é mais vantajoso do que injetar excedente na rede quando a remuneração dessa injeção é baixa.
O ponto-chave aqui é simples: use o carro como “consumo inteligente” da sua própria geração.
E se você mora em apartamento ou não tem vaga fixa?
Nem todo mundo consegue carregar em casa. E isso muda completamente a conta.
Quem mora em apartamento, depende de:
aprovação e regras do condomínio
infraestrutura elétrica do prédio
vagas demarcadas, medição individual e adequações
Nesses casos, a tendência é usar mais carregamento público, que é prático, mas costuma ser mais caro.
Uma transição justa para veículos elétricos passa por:
carregadores comunitários e de bairro
incentivos para adaptação de condomínios
redes inteligentes com preços mais previsíveis
Carregamento público: rápido e conveniente, mas preste atenção nas tarifas
Em carregadores públicos, o preço pode variar bastante por:
localização (rodovias costumam ser mais caras)
potência (quanto mais rápido, maior o custo)
modelo de cobrança (por kWh, por tempo, ou ambos)
taxas extras (ociosidade, congestionamento)
Dica prática: se for carregar em locais movimentados, evite deixar o carro plugado após terminar. Isso ajuda você a não pagar taxas e ainda melhora a experiência de todo mundo.
O “segredo” da economia: carregar entre 20% e 80%
Um hábito inteligente para custo e tempo é evitar carregar sempre até 100%. Em muitos veículos, o carregamento desacelera perto do final, então você passa mais tempo para ganhar poucos km extras.
Na prática:
20% a 80% costuma ser um ótimo equilíbrio para o dia a dia.
100% faz mais sentido em situações pontuais (como iniciar uma viagem longa).
Como economizar na prática: checklist rápido
Carregue em casa sempre que possível, principalmente em horários mais baratos.
Se você tem solar, carregue quando a geração estiver no pico.
Use agendamento (carregador inteligente ou recursos do próprio carro) para automatizar.
Em viagens, planeje paradas para não cair sempre nos pontos mais caros ou congestionados.
Evite taxas de ociosidade: terminou, desconecte.
Qual carregador escolher para economizar no dia a dia?
Se a sua meta é economizar, o ideal é alinhar o carregador com a sua rotina:
Uso diário e recargas previsíveis: Nível 2 (wallbox) tende a entregar a melhor experiência.
Praticidade e mobilidade: um carregador portátil pode resolver muito bem, especialmente para recargas mais lentas e constantes.
Por exemplo, um carregador portátil com potência máxima de 3,5 kW, compatível com 127-220 V monofásico e cabo de 4,5 m pode ser uma solução simples para quem quer começar carregando em casa com praticidade.
Conclusão: mais barato que gasolina, e ainda mais barato com planejamento
No geral, veículos elétricos já são mais econômicos do que carros a combustão. Mas o grande ganho aparece quando você carrega com estratégia:
Casa + solar (quando existe excedente) costuma ser a forma mais barata.
Casa + fora de ponta tende a ser a segunda melhor opção.
Público rápido é ótimo para viagens, mas deve ser usado com inteligência para não elevar demais o custo.
Com organização e bons hábitos, a maioria dos motoristas consegue evitar as opções mais caras na maior parte do tempo, mantendo a flexibilidade quando realmente precisa.
Dúvidas comuns
Carregar em tomada comum é seguro?
Pode ser, desde que a instalação elétrica esteja correta e dimensionada. O ideal é sempre usar soluções adequadas e instalação profissional.
Carregamento rápido estraga a bateria?
O uso eventual para viagens é normal. O importante é manter bons hábitos no dia a dia e evitar extremos desnecessários.
Vale a pena carregar até 100% sempre?
Para rotina, normalmente não. De 20% a 80% costuma ser mais eficiente em tempo e uso.
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